A história do colégio que ficou sem terra

Por Cristina Chacel
Do Projeto Colabora

Hoje à noite tem aula no campo

Seu Antônio, pele preta e cabeça branca, vai estudar. Ele é um dos inscritos na escola inaugurada na quarta-feira, 16 de agosto, no acampamento do Movimento Sem Terra (MST) no município de Coronel Pacheco, na Zona da Mata Mineira. Seu Antônio sabe chegar. Conhece de cor e salteado o caminho da escola. A vida inteira ele trabalhou ali, naquele chão, de sol a sol, na fazenda do patrão. Por isso não estudou. Hoje, ele é um dos camponeses que ocupam a Fazenda São José, parte de um latifúndio improdutivo que tem o nome de Liberdade. Analfabeto, beirando os 70 anos, Seu Antônio vai, enfim, estudar.
[...]
No dia seguinte, 17 de agosto, a má notícia se espalhou como rastilho de pólvora entre as 315 famílias que há três meses acampam na Fazenda São José, no latifúndio que tem, por ironia, o nome de Liberdade. Em última e definitiva decisão, o colegiado de desembargadores de Belo Horizonte concedeu a reintegração de posse ao proprietário da terra, Horácio Dias. Sem apelação, a ordem é de despejo. Em que prazo, ainda não se sabe.
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